Parto Natural

 

O nascimento é a celebração da vida!
É como se o sol estivesse nascendo em nosso coração,resignificando a vida a cada sorriso da criança.
Gratidão eterna a vida e a todos os seres de luz que  a fazem  acontecer…

“poesia da criação”

Segue a vida a cada instante
renovando o nosso sonho
somos sonhos, somos sempre o contínuo despertar
levamos dentro do peito esse mundo-coração
onde a vida é um presente ,e faz presente na manhã
na lembrança da criança que fomos e vemos ser
nossos filhos, nossa glória do eterno amanhecer
mais que tudo é alegria
nessa festa que é viver
no amor vive a magia

que purifica o nosso SER

 

Conceber um ser é apenas abrir-se para o amor. O corpo segue o fluxo natural da vida,nós geramos o ser no nosso ventre sem fazermos muito esforço, assim como geramos sem muito esforço, somos também capazes de parir da mesma forma. Confiança sempre na sabedoria divina do corpo. É a hora suprema da união do céu e da terra, do espírito e da matéria, da morte e do nascimento.

É onde se prova realmente que a nossa ascensão se faz através do nosso corpo, ele é o nosso canal de luz, e é por ele que somos capazes de darmos a luz. A luz do céu para terra, a luz do espírito na matéria, a luz do nascimento da vida.

Como podemos entregar esse momento nas mãos de um outro que nem sequer  conhecemos, que nos enquadrou na sua agenda de trabalho e nos faz apenas instrumento de seu poder? A medicina convencional não está preparada para partos naturais, eles não seguem a natureza, eles seguem os seus livros, que muitas vezes foram escritos por homens que nunca sentiram e nunca entenderam o que é dar à luz.

Esse momento é tão único e divino. Não podemos nos entregar por medo da dor. A dor é o que nos dignifica como mulheres, somos capazes e aptas a superar-las . A dor também é o elo entre a vida e a morte, é a compreensão dessa encarnação. O nosso planeta nos ensina o amor através da dor, esse também é um caminho para este entendimento. Como podemos renegar este amor? Renegando a dor estamos renegando o amor que a segue, pois atingimos real e verdadeiramente o amor quando aceitamos as nossas dores. E então acessamos uma memória genética ancestral que nos liga a todas mães da familia humana,e que nos liga primeiramente as nossas ancestrais anímicas, que nos torna neste momento soberanas na Terra. É a nossa soberania ancestral.

Somos os canais, portais entre dois mundos: espiritual e material. Somos a plenitude do serviço ao Amor. Missionárias, a serviço do amor na Terra, esse é o sentido de parir, parir de forma natural, como a soberania da nossa Mãe Natureza.

Relato do parto de Aylinn

 

No dia 28/09/10 , fui a roda de casais do CAIS do parto e cantei no colinho de duas gestantes… Suely me examinou e viu que a cabeça estava quase fixa e que não tardaria muito para Aylinn querer sair.

No outro dia acordei e senti que desceu bastante líquido ,porém não era o líquido da bolsa,mas ( dito pela comadre)provavelmente foi a cabeça que havia fixado.À noite tivemos a última noite de chamego(pré-parto), eu e meu companheiro e acho que daí incentivamos o trabalho de parto que começou por volta das 02:30 da madrugada do dia 30/09/10, último dia da lua cheia.

Eu já estava ,há algumas semanas, com muita dificuldade para dormir, já estava bem cansada da barriga( a comadre diz que isso é um sinal que o parto já está próximo). Começaram as contrações suaves, com intevalos de 7 minutos, comuniquei ao meu companheiro que a hora havia chegado, ao mesmo tempo não queria acreditar que já estava em trabalho de parto com 37 semanas de gestação.

Começei a fazer cocô seguidamente e muito xixi, trouxe o pinico para a cama e sempre que vinha a contração eu ficava de joelhos.Ainda tentei dormir um pouco e foram quando as contrações aumentaram os intevalos para 10 min. Logo depois já encurtaram para 5 em 5min.Já estava amanhecendo,às 6hs da manhã consegui falar com a comadre Suely, e então pedimos para o amigo Bruno ( pai de Ian e companheiro de Drica) ir buscar-la.Fui para um banho morno com a bola e relaxei bastante , vomitei um pouco e depois fui caminhar com os meus doulos, Thomas ( pai de Aylinn) e meu filho mais velho de 4 anos ,Inti Cairé.As contrações continuavam de 5 em 5 min,tomei um café energético e depois da caminhada vomitei mais uma vez. Inti Cairé preparou o espaço do “jardim de parto”,ele e o pai prepararam o altar em volta da acássia( a mesma árvore que nasceu Aman, meu segundo filho, com 2 anos 10 meses).Peguei o tambor e fui louvar a Pachamama ,Mãe Terra. Inti me acompanhou todo instante.Logo em seguida chegou a equipe oficial do CAIS, mãe e filha , Suely e Marcely, as mensageiras da luz…

Suely fez um toque e ouviu o batimento, estava com 7 cm e um batimento bom, o colo ainda alto…Tirei as pedras das runas( o oráculo da comadre) e saíram hagalaz,indicando obstáculos( a mesma do runa do parto do Inti Cairé) e depois wanju, runa da alegria, ficamos então com boas espectativas.

Fui caminhar com Marcely, contrações mais fortes e algumas mais fracas, sempre me acocorava durante as contrações.Ao voltar, vomitei a banana e o café que havia antes da caminhada,fiquei na bola de novo,mas logo fiquei muito cansada,por não ter dormido a noite, e então me deitei na esteira nos intervalos das contrações. Minha mãe chegou.Suely olhou a linha do cóccix, uma forma de ver também a dilatação do colo,e viu que já estava com 8 cm.Fui caminhar de novo com o Thomas ,mas as contrações já estavam mais fortes,não consegui caminhar muito mais portanto voltamos e então já começei sentir a cabeça baixando,depois de outra contração bem forte sai da bola e me ajoelhei com Thomas me segurando os braços,e então na terceira contração senti coroando a cabeça,naturalmente fiz uma força espontânea bem na hora da saída da cabeça e outra força na saída do corpo.Nasceu Aylinn com o cordão bem curto.Por isso entendi o tempo do trabalho de parto…cordão bem curto , diferente dos outros dois filhos que tinham os cordões bem longos.

Deixamos a placenta por 7 horas ligada à ela, seguindo uma tradição milenar indiana o “Parto de Lótus”que demonstra um cuidado maior pelo corpo do bebê e pela placenta que ainda mantém a sua ligação mesmo fora do útero,ainda passando o sangue e toda a nutrição contida, fortalecendo ainda mais o bebê. Dessa forma também resignificamos a placenta e nos vinculamos com ela mais amorosamente.

No pôr-do-sol Thomas cortou o cordão, simbolizando um novo ciclo,o fim da vida uterina e o início da vida terrena.

Aylinn escolheu o seu dia e sua hora para nascer,30/09/10 às 11:14 da manhã de um lindo dia de sol, com ventos soprando…Libriana , ascendente em capricórnio e lua em câncer…

Pela leitura mística da comadre, o cordão curto representa a ligação da Aylinn comigo, ventos soprando representam os seus dons com as artes…que assim seja!

 

 

Publicado on 29 maio 2010 at 13:39  Deixe um comentário  

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